Dos rios
Portugueses, só o Cávado e o Rabagão foram objecto de um
aproveitamento tão sistemático como o Zêzere.
Nasce na Serra da Estrela
(Cântaro Magro), a 1900 m de altitude e com uma eztensão total de 220 Km, vai confluir com o Tejo em Constância,
a uma cota muito inferior: 100 metros.
Tem portanto três factores
determinantes para a produção de energia
eléctrica por via hídrica: declive,
caudal e margens rochosas.
Daí a construção de sucessivas barragens que
geram uma albufeira de mais de 100 Km de extensão.
Tal como o Mondego, o primeiro troço do Zêzere é o mais interessante e o
menos conhecido do ponto de vista paisagístico.
Nascendo perto do Covão da
Ametade, o Zêzere corre até Manteigas ao longo de um vale glaciário de
perfil em U, que se terá formado em tempos geológicos recentes.
Nesta primeira fase o rio corre para norte. A norte da Covilhã faz uma
grande curva e toma a orientação definitiva, correndo de nordeste para
sudoeste.
A confluência com o Tejo faz-se em Constância.
Outra foto do Rio Zêzere | Vale Glaciar do Zêzere
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© Paulo Rodrigues - 2006 |